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riscos_e_rabiscos

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Mais Do Mesmo.

 

Terminei a semana mais morta que viva. Não só pelo cansaço e calor mas também pela falta de motivação, pela falta da convivência, camaradagem e ambiente de brincadeira saudável que existia o ano passado quando fomos para a praia.

  

É impressionante como uma única pessoa com a sua energia negativa e falta de envolvimento com a dinâmica da coisa contaminam o meio envolvente. Já sabem que estou a falar na santinha-do-pau-oco. Isola-se, raramente se aproxima dos colegas o que causa um certo mal-estar. A verdade é que ninguém se sente à vontade perto dela. À bocado ocorreu-me que ela deve ter ciúmes ou inveja de que os miúdos gostem mais dos outros professores do que dela e, por isso, "não deixa" que as crianças se aproximem, ela suga-as para perto de si. O que vai acontecer é que estas crianças vão tornar-se anti-sociais. Se eu tivesse um filho na escola, não gostaria que a sua professora procedesse assim.

 

Quem me lê há algu tempo sabe que eu defendo que "precisamos todos uns dos outros". Mais cedo ou mais tarde. Defendo a sociabilização, neste mundo de tanta solidão e tristeza. Acho que o viver e conviver em sociedade nos prepara para enfrentar as adversidades da vida. Aprendemos com as nossas experiências mas também com as dos outros. Acho eu, mas muitas vezes desconfio que ando muito enganada neste mundo.

 

A semana finalizou com a santinha nos seus banhos de princesa e a borrifar-se para os seus alunos que foram habituados a "flutuar" à sua volta mas de quem se esquece rapidamente ao ir para fora de pé. Tem lá as duas "lacaias" para tomar conta das crianças...

E a semana começou na mesma: mergulhos em alto mar, lacaias a controlar tudo e mais alguma coisa e a tomar decisões que deviam ser da autoria da santinha-do-pau-oco.

 

A única novidade do dia, pelos vistos, foi o novo motorista. Gajo jovem com ar de totó (lol), ou melhor, de tintin. Franjinha à tintin (d' aprés Hergé), nome invulgar e homónimo ao do famoso dicionário. Ah e com resmas de paciência para aturar putos melgas!

O dia de praia até estava fixe a água é que parecia uma tina de água comgelada. Dava para meter os pézinhos - e o resto do corpo - lá dentro mas poucas vezes. Estava-se bem melhor ao sol.

Vamos ver o que nos reserva o tempo para amanhã.

 

MOMENTO DO DIA

(ao passar por uma loja...)

- Ali não é a China... Ali é uma loja dos chineses. A China é mais à frente... {#emotions_dlg.blushed}

 

(para o nosso motorista...)

- Ó Aurélio... liga as luzes... (tão pá, andamos na escola juntos ou quê?! {#emotions_dlg.amazed})

Uma Tarde de Aventuras

 

Era uma vez duas gajas destravadas da pinha. Como estavam as duas de férias e não tinham nada para fazer, decidiram ir à aventura.

 

Começaram pela Arena. Rumo a esta, surgiu o primeiro obstáculo: a difícil escolha para norte ou sul. Fizeram a opção errada - claro está! – e tiveram de voltar atrás.

Chegadas à Arena, deram uma volta para ver as montras e decidiram ir apanhar um pouco de sol de seguida.

É então que surge o 2º obstáculo: para que lado é Lisboa?

 

Pilota e co-pilota exímias, fizeram-se à estrada dispostas a enfrentar os mais ferozes perigos rodoviários. Surgem-lhes alguns monstros pelo caminho: rotundas, zebras, traços contínuos e placas – muitas placas – que lhes confundiram os neurónios.

 

Graças a um senhor que foi mandado parar mais à frente, os senhores policemen não “repararam” nelas… Ah, e escusam de perguntar quais foram as transgressões, porque isso só a Deus pertence!

 

Seguiram o seu caminho guiadas por Eolo, em busca de um pedacinho de mar.

“Olha uma placa (de praia)” disse a S., “olha outra!” E … zupt! Viraram.

Ao virarem a esquina, depararam com um abismo colossal. Glup! Mulheres corajosas como são, aí foram elas estrada abaixo.

A praia era imponente, assustadora mas aconchegante. A sua areia era grossa e gostosa e a água fria e vigorosa.

 

Já na praia, foram postas à prova mais uma vez: onde e como iriam mudar para o traje de banho? Não havia alternativa, a troca teria de ser feita ali mesmo, no parque de estacionamento.

Enfiadas no carro, após termos verificado que não havia mirones, expuseram os seus fantásticos corpos (86-60-86) às belas escarpas da praia e vestiram as suas indumentárias.

Pormenores? Nem pensar! Até a praia era calada!

 

Depois de vestidas – ou despidas? – as gajas aproximaram-se das escadas que as levaria até ao areal. As escadas eram constituídas por tábuas mal pregadas que provocavam uma vertigem e um medo terrível de ir parar à água antes de tempo.

 

Ao pisarem o areal, ouviram um barulho estranho, de proveniência duvidosa. Olharam-se mutuamente com ar desconfiado. Mas afinal a culpa era do puto que vinha atrás de bicicleta e que tinha os travões frouxos.Foi risota de faltar o ar e encher os olhos de lágrimas.

 

Uma ida à praia sem provar a água, não é uma ida à praia. O pior é que o mar estava picado e era impossível entrar lá dentro. Opção: sentar à beira da água e fazer o xixizinho da praxe à espera que a água as banhasse. Ficaram com as unhas dos pés congeladas.

 

Fazia-se tarde e estava na hora das duas gajas saírem da praia. A S. só perguntava se iria conseguir subir a estrada. Claro que sim ou não estaria agora a ser escrito este post!

Vieram-se embora, aproveitando por passear por todas as terreolas ali da zona. Elas não estavam perdidas… estavam era com vontade de ir ver o Convento de Mafra! Cof! Cof!

 

Mais peripécias sucederam: uma curva feita em contramão e um atendimento de telefone com o carro da polícia ao nosso lado, só faltou mesmo dizer adeus!~

Mas no final das contas há que dizer que foi um dia de férias óptimo, repleto de aventuras. Foi ou não foi, S.?  

 

Traçar Objectivos

 

Acordei eram 11.30h. Dei-me a um luxo que já há muito não me dava: Fiquei na cama mais um bocadinho. O meu organismo tem um relógio interno que me faz acordar sempre cedo.

 

Fui desafiada pela minha amiga S. para ir tomar um café. Entre ficar em casa a fazer planificações e materiais para as aulas e tomar um café e trocar dois dedos de conversa, escolhi a segunda opção.

 

Precisava de desabafar sobre a cirurgia do bypass. Interessa-me saber o que as outras pensam do assunto. O que elas fariam caso estivessem numa situação como a minha.

Continuo a defender que esta cirurgia só após ter esgotado todos os recursos.

Sinto-me a viver um pesadelo. Como se tivesse uma guilhotina pendente sobre a minha cabeça.

Cada vez estou mais convicta que a minha resposta a esta cirurgia radical é “NÃO”! Quero arriscar outras hipóteses.

 

Como hão-de calcular, não tenho feito outra coisa nas últimas 48 horas senão pensar sobre este assunto. Não me consigo libertar dele. Apesar de já ter definido na minha cabeça o que quero. Já chorei, já desabafei e já estou farta de pensar sobre o assunto.

 

Como o dia estava bom, eu e a S. rumámos para a costa da Caparica. Estava um dia solarengo e de temperatura agradável.

O mar continuava belo como sempre e disse-me que tinha saudades de mim. Eu respondi-lhe que as saudades que tinha dele eram mais que muitas mas nunca me esquecia dele, do seu cheiro, da sua cor, do seu sabor…

Tomámos o nosso café a contemplar o mar. Deixámo-nos embalar pelo vaivém das ondas. O sol acariciava-nos meigamente através das frestas do toldo.

O mar teve um efeito calmante em mim.

 

Pusemos a conversa em dia. Pensámos e reflectimos sobre os assuntos das nossas vidas que nos atormentam. Ponderei, novamente, sobre a cirurgia. A S. tem a mesma opinião do que eu: cirurgia só em último recurso.

Decidi que iria modificar os meus hábitos alimentares e fazer uma dieta alimentar restrita. Com ou sem ajuda. Tenho de tentar.

Tanto a S. como eu sabemos que uma dieta feita com um controlo apertado dá resultado. Sentimo-lo na pele há uns anos atrás. E não fugimos da linha, por isso, obtivemos excelentes resultados.

 

Vou falar com a minha médica de família e expor-lhe o caso para ver o que ela me aconselha, embora eu já saiba que ela vai defender o bypass. Mas eu vou explicar-lhe como me sinto e o que penso. E mais uma vez vou pedir-lhe ajuda.

Com ajuda ou sem ajuda, agora vai tratar-se de uma batalha pessoal, comigo mesma. A minha força de vontade tem de ser maior do que a tentação. Não vou desistir e quero conseguir!!!

 

“Querer é poder. É a vontade que move montanhas.”